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      twitter / SocialMediaRH

    Plataformas de vídeo diferem radicalmente em termos de audiência, mas ambos brigam por um mercado que não para de crescer.

    A competição entre os sites de vídeo é extremamente desigual: tanto o gigante YouTube quanto o emergente Hulu lutam para atrair a atenção de bilhões de internautas e aumentar a renda com publicidade, além de coibir a inserção de vídeos ilegais para evitar problemas com direitos autorais. A vantagem do primeiro, no entanto, é absoluta.

    Segundo levantamento da Nielsen Co., em abril de 2010 o YouTube tinha 97 milhões de usuários únicos e o Hulu só 13 milhões. Porém, o mesmo estudo aponta que, em média, cada usuário passou 94 minutos por mês no primeiro e 253 no segundo. Nesse quesito, o líder é o NetFlix, com 428 minutos.

    Isso acontece porque o YouTube se especializou em filmes curtos, muitos deles gerados pelos próprios usuários, enquanto que o Hulu oferece produções profissionais de maior duração, com conteúdo de grandes emissoras como NBC, Fox e ABC.

    A importância desse mercado na internet é enorme, e seu crescimento, contínuo. De acordo com a Arbor Networks, entre 2007 e 2009, o tráfego na internet com vídeos aumentou em 67% – é a segunda atividade mais dispendiosa da web, 2,65% do uso total da rede.

    Especificamente, a briga do Hulu com o YouTube é recente, mas não apresenta sinais de acomodação. OYouTube, comprado pelo Google em 2006 por 1,65 bilhão de dólares, nunca foi financeiramente rentável (espera-se que isso ocorra este ano) e ainda enfrenta um processo de um bilhão de dólares da Viacom por infringir direitos autorais.

    O Hulu tem dois anos de vida e já obteve lucro no ano passado. Com receita de 100 milhões de dólares em 2009, conseguirá o mesmo rendimento na metade de 2010. Alguns analistas, porém, questionam por quanto tempo o serviço continuará gratuito, sendo financiado por anúncios em vez de cobrar pelo conteúdo.

    Uma diferença significativa entre os dois portais é que o YouTube é aberto para internautas de todo o mundo, e ainda possui versões locais para 22 países. O Hulu, por sua vez, só está disponível para residentes americanos. (Carolyn Duffy Marsan)

    Fonte: IDG Now

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    Um dos efeitos colaterais mais interessantes causados pela explosão do YouTube é a demanda por tecnologia mais barata e fácil de usar. Celulares logo foram convertidos em pequenas centrais de mídia, com as quais é possível captar, editar e publicar vídeos de forma simples e intuitiva. Melhor: a competição é feroz e o preço só faz cair. O mesmo acontece com as câmeras digitais. Hoje, qualquer um gasta 10% do valor que era pago há 5 anos para entrar na brincadeira e transformar-se em videomaker – isso sem falar nas webcams, já integradas a computadores, laptops e netbooks.

    Mas o que filmar quando se está com a câmera nas mãos? Enquanto alguns escancaram suas vidas privadas, outros apontam a lente para o mundo. Considerado o marco inicial do chamado jornalismo cidadão, o ataque terrorista a Londres em 7 de julho de 2005, no qual 52 vítimas perderam suas vidas, foi amplamente documentado por pessoas comuns e exibido na internet. A partir daí, praticamente todos os eventos marcantes de nossa história recente foram registrados da mesma forma – basta lembrar das tristes e recentes imagens das enchentes que assolaram o Rio de Janeiro para confirmar tal afirmação.

    *[image: img4.jpg] CINE INTERNET Os diretores do curta “Tapa na Pantera” turbinaram suas carreiras graças à exposição e ao sucesso no site*

    Esse tsunami jornalístico gerou consequências interessantes nos antigos donos da informação, forçando os grandes a ficarem ainda melhores. Redes de televisão americanas, como ABC e NBC, passaram a disponibilizar seu conteúdo na web e a exibir cada vez mais imagens captadas por seus espectadores. A CNN associou-se ao YouTube e agora exibe debates políticos na tevê e online. No Brasil, a Globo.com criou o Globo Media Center, área dedicada ao vídeo. Estratégia semelhante foi adotada pelo UOL, que abriu espaço em seus servidores para que os usuários subam seu próprio conteúdo. Já o Terra, portal que abriga o site de ISTOÉ, aposta na qualidade de produções profissionais e só publica material jornalístico enviado pelos internautas – um dos seus destaques – depois de checar as informações e filtrá-las. “O Terra TV é diferente do YouTube. As coisas são bem distintas, mas convivem naturalmente”, diz Antônio Prada, diretor de conteúdo para a América Latina.

    A classe política também foi rapidamente seduzida. Nas últimas eleições presidenciais americanas, 7 dos 16 concorrentes anunciaram suas candidaturas pelo site. No Brasil, em pleno ano de pleito, a movimentação dos partidos já começou. Por onde anda, a candidata Marina Silva (PV) carrega um cinegrafista consigo. “O YouTube é muito bom para pontuar alguma frase ou proposta importante do candidato”, diz Fabiano Carnevale, secretário de comunicação do PV. Já o PSDB informa que a campanha de José Serra, presença fácil no Twitter, utilizará os meios digitais intensamente durante a disputa. Por sua vez, o PT passou a divulgar entrevistas de seus políticos e programas eleitorais veiculados na tevê no site de vídeos. Mas vale ressaltar que apenas o embate ideológico está autorizado pela legislação eleitoral – pedir votos, só a partir de 6 de julho, e em canais exclusivos de cada partido.

    [image: img.jpg] *“O YouTube é uma revolução em alta velocidade” Sérgio Amado, publicitário*

    Muito provavelmente, Rafinha Bastos e seus colegas do “CQC” usarão esses vídeos protagonizados por nossos políticos para fazer piada durante a corrida presidencial que se anuncia. Ou alguém duvida que as chances de captarmos flagrantes potencialmente tão cômicos quanto o de George W. Bush limpando as mãos em Bill Clinton após cumprimentar um popular no Haiti sejam enormes? Câmeras para flagrá-los não faltarão. E espaço no YouTube, também não

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    Mas a verdade é que a câmera não assusta como antes, sobretudo as gerações nascidas após o advento da internet. Alguns se apaixonam pelas lentes e se tornam celebridades instantâneas graças à sua criatividade. É o caso do quase guru de auto-ajuda Judson Laipply, criador do vídeo “Evolution of Dance” (“Evolução da Dança”). Postada no dia 5 de abril de 2006, a coletânea de ritmos e coreografias transformou-se no primeiro vídeo viral da História. Trocando em miúdos, a categoria abrange os clips que se disseminam pela internet como vírus: alguém assiste e repassa aos amigos imediatamente. Afinal, quem não tem 30 segundos para enforcar no meio de mais um dia de trabalho?

    [image: img3.jpg] *VAI PRO TRONO? Para Edney Souza, publicitário especialista em internet, o YouTube é um “grande show de calouros”*

    “Estamos diante de um grande show de calouros”, diz Edney Souza, um dos sócios da Pólvora!, agência de comunicação especializada em mídias sociais, blogueiro estrelado e referência da internet no Brasil. Sua tese é comprovada pela fauna divertidíssima que se espalha pelos labirintos do site. Há de tudo, do brilhante ao bizarro. Os cineastas Esmir Filho, Rafael Gomes e Mariana Bastos, criadores do curta “Tapa na Pantera”, usaram a plataforma para mostrar seu talento. Seu pequeno documentário-mentira sobre uma contumaz usuária de maconha de meia idade – protagonizado por Maria Alice Vergueiro – virou hit a jato e inaugurou carreiras de sucesso. Aos 27 anos, Esmir Filho já dirigiu seu primeiro longa, “Os Famosos e os Duendes da Morte”. “Você joga as coisas no YouTube para o mundo e vê o que vai acontecer. A internet mudou o conceito de espectador: ela é uma pílula que tomamos sozinhos e dividimos com os amigos. Cinema é outra coisa”, diz o diretor.

    Quanto ao bizarro e ao humor involuntário, bem, o cardápio é variado. E o Brasil é terreno fértil. Programas policialescos como o do repórter Givanildo Siqueira, entrevistados acometidos por crises inexplicáveis de gagueira – o clássico “sanduíche-íche-íche…” –, dublagens cômicas sobre cenas de filmes dramáticos – como “A Queda”, que relata os últimos dias de Adolf Hitler” – e vídeos caseiros com flagrantes divertidos, à la videocassetadas, são encontrados aos montes. E há também os artistas populares que usam uma ferramenta barata e acessível a um público colossal. É o caso de Stefhany Absoluta. Aos 16 anos, a cantora estourou com o clipe de “Eu Sou Stefhany”, no qual declara seu amor por um Volkswagen Crossfox. “O YouTube é tudo mesmo. O site é muito importante para mim, muitas pessoas me conheceram por causa dele”, diz a estrela (conheça outros fenômenos de popularidade nos quadros “Os dez mais”).

    *[image: img5.jpg] PRIMEIRO NA WEB Antes do “CQC”, Rafi nha Bastos já era hit no site com seu show de stand up. “O YouTube salvou a minha vida”, diz*

    Um dos aspectos mais curiosos sobre o terceiro site mais acessado do mundo – atrás apenas do motor de buscas Google e da rede social Facebook – é o fato de que ele ainda não deu lucro. Uma das pedras fundamentais da chamada web 2.0, era da internet marcada pelo conteúdo criado pelos usuários, o YouTube nasceu sob o lema “primeiro conquiste seu público, a fortuna virá depois”. Neste ponto, Larry Page e Sergei Brin, criadores do Google e donos da plataforma desde 2006, bancaram a solidez do negócio com sua fortuna. Afinal, o valor estimado atual do seu império bate na casa dos US$ 150 bilhões.

    Apesar de já conquistar uma fatia considerável das verbas dos anunciantes convencionais, que logo descobriram o potencial dos vídeos virais para divulgar suas marcas – o espectador vê a propaganda porque quer assistir aos shows de Ronaldinho Gaúcho e Lionel Messi, por exemplo –, o site gasta mais do que arrecada porque precisa comprar banda, algo como as pistas da estrada digital por onde a informação trafega na web, e disponibilizá-la gratuitamente aos usuários. Segundo estimativas de analistas de mercado, é bem provável que o YouTube feche 2010 no azul, graças a estratégias mais agressivas de comercialização. “O próximo passo é fazer com que os nossos usuários comuns faturem com seus canais, assim como acontece com os blogs”, diz Mia Quagliarello, direto da sede do site em San Bruno, na Califórnia. “Dessa forma, todos saem ganhando”, completa. Não há dúvidas de que as lições ensinadas pelo YouTube causaram impacto profundo na indústria da mídia. Antes avessos à exibição de filmes e programas como seriados, há tempos os estúdios de cinema e de tevê associaram-se ao site – e faturam alto com isso. Já a publicidade também passou a flertar com a possibilidade de expandir o universo de suas campanhas e transformar a plataforma em uma mídia como os jornais e as revistas. “É uma revolução na comunicação, que ocorre em uma velocidade violenta. Estamos nos adaptando”, afirma Sérgio Amado, presidente do grupo Ogilvy no Brasil. Criada por sua agência, a campanha “Dove Evolution” faturou dois prêmios no Festival Internacional de Cannes em 2007, um deles na categoria Cyber Lion, dedicada à web. “Lançamos primeiro na internet”, explica o publicitário. Fonte: Isto É

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