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    Divulgação das oportunidades em mídias sociais significa o primeiro passo no processo

    Atentas à alta populariade das redes de relacionamento entre os brasileiros, as empresas perceberam que essas mídias podem ser suas aliadas. Além de difundirem seus produtos e serviços, também passaram a utilizá-las como uma ferramenta para atrair profissionais.

    Para recrutamento, há pelo menos dois caminhos bastante utilizados. De acordo com Andrea Dunningham, diretora do iDigo – Núcleo de Inteligência Digital, os principais são a captação de perfis e a inserção de seus programas em redes sociais.

    – Muitas empresas estão se cadastrando no Twitter e criando páginas no Facebook para divulgar suas vagas e abrir o diálogo com os potenciais candidatos, o que tem um efeito incrível – afirma Andrea, ao ressaltar que a utilização da web por essa via, além de ampliar os canais de divulgação da empresa, facilita o recebimento de candidatos recomendados por terceiros e possibilita atingir bons profissionais que não estão procurando emprego em determinado momento, mas podem ser seduzidos por uma boa oferta.

    Método não dispensa contato pessoal, afirma especialista

    A divulgação das oportunidades em mídias sociais significa o primeiro passo no processo de seleção, aponta Luciane Beretta, vice-presidente de Marketing da Associação Brasileira de Recursos Humanos no Estado (ABRH-RS). Na sua avaliação, um processo inteiramente feito pela internet seria arriscado, pois nada substitui o contato pessoal.

    – Com a exposição das vagas no mercado, pode-se filtrar candidatos e, em um segundo momento, estes podem ser convidados para um contato pessoal, que envolva entrevista e avaliação mais detalhadas. A internet dá pistas, mas um julgamento melhor tem de ser feito por um profissional – pondera Luciane.

    Em busca de agilidade nos processos de contratação, a agência de comunicação digital 3YZ costuma postar suas oportunidades de emprego no seu Twitter. Roberto Sirotsky, diretor de Novos Negócios da empresa, conta que já contratou de 5 a 7 colaboradores que responderam ao anúncio no microblog:

    – Dependendo da vaga, em questão de 15 ou 20 minutos já começamos a receber respostas.

    Segundo Sirotsky, primeiro as oportunidades são lançadas no Twitter, explicando em linhas gerais o que a empresa precisa e colocando o e-mail do setor de RH. Após receber as resposta dos candidatos, aqueles que estiverem dentro perfil são agendados para uma entrevista, podendo ser contratados ou não.

    Adepta à publicação de oportunidades em mídias sociais, a indústria de cosméticos Natura inovou na seleção de trainees. Sem citar o nome da companhia, postou na internet um vídeo que descrevia seu programa e seus valores, e um link permitia a inscrição e a indicação de e-mails para o envio de convite. Depois, ampliou a divulgação para as redes de relacionamento.

    Dessa forma, 12 mil pessoas se increveram para o programa. Entre elas, estavam a relações públicas Letícia Passini e o administrador Felipe Besouchet, ambos com 24 anos. Os dois, que estavam sempre de olho nas vagas disponíveis na web, foram atraídos pelo processo diferenciado, acabaram sendo selecionados.

    – Eu já tinha visto seleções com etapas online, mas a Natura disponibilizou um mecanismo de comunicação diferente. Era um tipo de um Orkut privado, que possibilitava comunicação entre os candidatos – conta Besouchet.

    Resposta imediata dos candidatos acelera seleção

    No ano passado, depois de divulgar em site de relacionamentos as vagas para trainees da Unicasa Indústria de Móveis, Marcelo Rossi, gerente de treinamento da empresa, percebeu que o número de candidatos para a seleção dobrou. O profissional estima que cerca de 50% das vagas foram preenchidas por jovens que responderam aos anúncios postados nas redes.

    – Notei que esse tipo de divulgação acelera os processos. Antes, levávamos de 10 a 12 dias para formar um grupo para participar da segunda etapa, hoje fazemos isso em 48 horas – afirma Rossi.

    Fonte: Zero Hora

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    O Twitter entrou na rota dos selecionadores. Para achar profissionais jovens e dinâmicos, já anunciam vagas no site. “O sênior geralmente não usa as redes. Alguns têm preconceito com o Twitter, devido à exposição”, avalia Claudia Monari, 44, consultora da Career Center.

    Especialistas acreditam que a ferramenta será cada vez mais usada. “A maioria das vagas é voltada para o público de comunicação. Nos próximos anos também serão para profissionais como engenheiros e advogados”, afirma Ana Cristina Limongi França, 57, coordenadora do curso de qualidade de vida da FIA (Fundação Instituto de Administração).

    Os jovens também estão de olho nas oportunidades da rede. Atualmente, 75% dos candidatos a trainee buscam vagas em sites de relacionamento, segundo o departamento pessoal da ALL (América Latina Logística).

    “Criamos perfis nas redes sociais e publicamos informações sobre a empresa, além de direcionar o usuário para o site com as vagas”, explica a responsável pelo programa de trainee da ALL, Marcela Marques Aidar.

    A estudante de relações públicas Amanda Allegrini, 18, soube de uma vaga de analista de redes sociais por um anúncio no Twitter. No dia seguinte, recebeu ligação do recrutador e foi efetivada.

    DICAS

    O publicitário Pedro Thompson Henriques de Andrade, 26, também conseguiu emprego na rede. “Uma amiga repassou a vaga. Comecei a seguir o perfil da empresa e enviei meu portfólio. No dia seguinte fizemos contato e me contrataram.”

    Para tirar bom proveito da rede social, os primeiros mandamentos são apostar em informações úteis e nunca publicar mensagens de cunho negativo.
    “Não contrataria alguém que escreve “que saco, hoje é domingo!” ou “hoje é sexta-feira, não aguento mais trabalhar”. Isso demonstra acomodação”, afirma Marynes Pereira, 49, “coaching” de carreiras da Provider Solutions.

    “Deve-se tomar muito cuidado com as fotos. Não combina um executivo de regata ou uma profissional de biquíni”, diz Matilde Berna, 52, diretora de transição de carreira da Right Management.

    Fonte: Folha Online

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    Assim como muitos de seus clientes de pequeno e médio portes, um grande número de parceiros da IBM está interessado nas possibilidades que as redes sociais oferecem para ampliar a receita – ainda que, no geral, haja muita incerteza em como usar a tecnologia como uma ferramenta efetiva de vendas -, aponta um estudo da Big Blue.

    De fato, 45% dos mil parceiros ouvidos experimentam alguma mídia social, aponta o IBM Business Partners Social Media Survey 2010, divulgado na quinta-feira (26/08). Mas 74% deles buscam educação em computação social, uma vez que possuem muitas mídias sociais em mente para avaliação. Esses parceiros – muitos de pequeno e médio portes – precisam de treinamento em ferramentas específicas como Facebook, Twitter, RSS, wikis, vídeos e conhecimento de privacidade em comunidades da rede para relação com clientes e parceiros, avalia a IBM.

    Sandy Carter, vice-presidente da área Software Business Partners na IBM, contou à InformationWeek EUA que essas companhias de menor porte estão perdidas diante de tantas opções.

    Para ajudar os parceiros na criação de suas próprias estratégias de mídia social – e, em alguns casos, criar práticas para ajudar clientes com o mesmo desafio – a IBM está com uma série iniciativas de redes sociais, diz a executiva. Os parceiros podem acessar sessões de treinamento e um guia de rede social pelo site PartnerWorld, além de ouvir e visualizar os podcasts e webcasts da série Web 2.0: oportunidades em mídias sociais e implementações de sucesso. A IBM terá ainda sessões ao vivo sobre mídia social durante o Information on Demand Conference, que acontece em outubro, em Las Vegas. A companhia prevê ainda workshops e encontros individuais por meio dos centros de inovação espalhados no mundo.

    Talvez, o passo mais importante é desenvolver um plano de mídia social, diz Sandy. Ela diz ainda que as companhias deveriam pensar em um “plano de desastres digitais” para cobrir comentários negativos e assuntos relacionais.

    Formulando um plano

    “Cinquenta por cento do tempo (em rede social) deveria ser gasto para ouvir – o que os clientes dizem, o que falam os concorrentes. Dependendo da indústria e do tamanho da empresa, levaria no mínimo 30 dias apenas ouvindo”, acrescentou Sandy.

    Muitos dos parceiros da empresa já experimentam alguma mídia social, sendo que 80% já entraram no LinkedIn. Desses, 56% visitam a rede corporativa diariamente ou semanalmente, avisou a VP.

    O YouTube é o segundo site social mais popular entre os pesquisados, seguido pelo Facebook e Twitter.

    Fonte: It web

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