O que você está fazendo? No que você está pensando agora? Perguntar não ofende. Responder… pode custar o emprego. E os advogados trabalhistas alertam: internautas precisam tomar mais cuidado com o uso das redes sociais. Em uma pesquisa simples no Orkut, é possível encontrar diversas comunidades dedicadas a funcionários que reclamam dos patrões: “Eu odeio meu chefe”, “Meu chefe pensa que sou o Magaiver”, “Meu chefe é um mala sem alça” são alguns exemplos. No Twitter, são comuns postagens como “dar tiradinhas no meu chefe me faz ganhar o dia”, ou “tenho que aguentar o chato do filho do meu chefe”.
Uma das internautas postou: “nos últimos cinco minutos, meu chefe resolve me dar trabalho! Pode xingar muito no Twitter?”. A resposta é não. Uma declaração irresponsável no mundo virtual pode trazer consequências bem reais. O artigo 482 da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) prevê a demissão por justa causa em caso de “lesão da honra ou da boa fama contra o empregador e superiores hierárquicos, salvo em caso de legítima defesa, própria ou de outrem”.
Segundo o advogado trabalhista Cristiano Carneiro, dependendo do teor da ofensa, a punição pode variar de uma simples advertência ao desligamento do funcionário sem nenhum direito rescisório. “Tudo depende da intensidade e da forma como o funcionário se expressa”. Caso a ofensa seja direta, contendo o nome do superior e até mesmo o da empresa, o empregado pode ser processado por calúnia e difamação.
“O apelo é muito forte. A própria ferramenta te incita a despejar algum tipo de sentimento e as pessoas não sabem controlar a privacidade das redes”, explica Suzana Cohen, especialista em mídias digitais. “Fazer isso, nos dias de hoje, é uma ingenuidade. Se o funcionário está em uma rede social, o chefe dele pode estar também. Xingar o chefe na internet é praticamente o mesmo que xingar pessoalmente. É o risco da superexposição”, explica Carneiro.
Segundo Ivan Witt, sócio da Steer Recursos Humanos, é preciso ter critérios na utilização das redes e analisar qual é o objetivo com as postagens de ideias. “Não é porque a internet é um ‘campo aberto’ que se deva abastecer uma página com qualquer tipo de informação”, alerta.
Funcionários de alto escalão também já foram punidos
Muitos exemplos de demissão por justa causa devido a postagens ofensivas contra empresas e empregadores em sites de relacionamento ficaram famosos e servem para mostrar que o assunto é sério.
Somente neste ano, um editor da revista National Geographic Brasil e uma jornalista da rede de TV norte-americana CNN já foram desligados dos cargos por postarem frases no Twitter que iam contra a política das empresas.
Outro caso que ganhou destaque na mídia nacional foi o do executivo da Locaweb, empresa que patrocinava o time do São Paulo. O diretor comercial, corintiano, postou um comentário ofensivo contra a própria empresa logo após um jogo entre os dois times, no dia 23 de março, em que o Corinthians venceu o São Paulo. O executivo foi afastado da empresa. (AL)

Fonte: O Tempo
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Pessoal,
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Criar ações para vender um apartamento no Twitter, convidar o piloto Rubens Barrichello para inaugurar um blog institucional ou antecipar vídeos de campanhas publicitárias no YouTube.






