Mídias sociais criam profissões em empresas, mas o mercado, segundo o autor, está tímido no Brasil. E pelo o que eu vejo está mesmo, apesar da crescente popularização do uso das redes. Parece que sempre estamos atrás dos americanos, será que ainda mudaremos isso?
Se alguém souber de oportunidade, divulgue!
Comentado por Natasha Geraldo
por Gilberto Pavoni Junior | Especial para IT Web
Novas ferramentas de relacionamento mudam mercado de trabalho. Transformação vai além das vagas criadas em agências de comunicação
O site especializado em tecnologia Mashable fez um levantamento sobre as profissões que envolvem conhecimento sobre mídias sociais. O resultado é surpreendente e joga um balde de água fria em quem pensa que essas novas plataformas estão criando oportunidades de emprego somente em agências de comunicação.
A montadora Mazda, por exemplo, está procurando um social media marketing. A gravadora EMI está em busca de um social media representative, a empresa de terceirização de infraestrutura Rackspace busca um social media manager e a empresa de eventos para negócios IIR abriu uma vaga para diretor de marketing em novas mídias. Há também uma dúzia de empresas atrás de especialistas em Drupal, Flash, RSS e feeds para que usem essas tecnologias em favor dos seus planos já estabelecidos.
A vaga anunciada pela EMI é uma mostra de como a afinidade com as mídias sociais pode ajudar na carreira de muita gente. De acordo com a empresa, não é necessário qualquer conhecimento sobre música, setor de atuação da companhia ou marketing. O essencial é que o candidato tenha afinidade com as novas ferramentas do mundo on-line e saiba onde e como usá-las em favor das estratégias corporativas.
No Brasil, essa transformação do mercado de trabalho ainda não ocorreu. Uma busca pelos principais sites de empregos raramente retorna algum resultado sobre mídias sociais. Alguns possuem vagas para estagiários desse ramo e todas essas são de empresas que lidam com comunicação. As grandes indústrias e empresas de serviço costumam terceirizar suas estratégias de mídias sociais e as pequenas e médias (PMEs) começaram a entrar nesse novo mundo com força somente há cerca de um ano.
Mas, a tendência é que isso aumente e crie algumas funções dentro das companhias. Uma pesquisa de outubro, da GFK e do Citibank, descobriu que 76% das PMEs americanas ainda não veem valor nas estratégias de mídia social. As 500 empresas pesquisadas não conseguiram enxergar lucro nesse novo meio.
Contudo, também relatam que não têm pessoal e tempo disponível para detectar novas oportunidades. É o mesmo movimento vivido pelo início da internet comercial, onde as empresas não enxergavam o valor das estratégias de e-business. Hoje, é comum encontrar gerentes especializados nessas funções em várias delas, sejam grandes ou PMEs.
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